Atelier de Arquitectura · Paul Marques
Paul Marques funda a LE NUMÉRO Architects em 2025. O seu percurso é incomum: começa em Artes Plásticas na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, em Paris, antes de se mudar para Lisboa onde conclui a formação em Arquitectura.
Em paralelo com os estudos, trabalha com várias start-ups, chegando a cofundar e fundar algumas delas. É aí que se aproxima do universo digital e se forma em Design UX, uma experiência que viria a influenciar profundamente a sua forma de olhar para a arquitectura: não apenas como construção de espaços, mas como criação de experiências para quem os utiliza.
É através da colaboração com o atelier do arquitecto Manuel Tojal que retoma o "bichinho" da sua área profissional de origem.
Paul Marques · ArquitectoNum momento em que a Inteligência Artificial começa a criar a sensação de que todos podem ser arquitectos porque basta enviar uma referência para uma máquina produzir uma imagem, torna-se ainda mais evidente a necessidade de um profissional capaz de acompanhar as pessoas na transformação dos seus espaços.
A IA é, sem dúvida, uma ferramenta valiosíssima para optimizar recursos, testar hipóteses e explorar possibilidades. Mas, por enquanto, falta-lhe aquilo que está no centro da Arquitectura: sentir o espaço e saber concretizar uma obra.
Um corredor com 90 cm de largura ou com 1,20 m não é apenas uma diferença de 30 centímetros: altera completamente a percepção, a circulação e a experiência do espaço.
É precisamente aí que a LE NUMÉRO Architects acredita que o arquitecto continua a ter um papel insubstituível: na capacidade de compreender o espaço, senti-lo e, sobretudo, perceber como ele será vivido e habitado.
Paul procurava um nome que não colocasse o arquitecto no centro como uma espécie de estrela, nem transformasse a autoria num exercício de protagonismo individual. Porque um projecto de arquitectura raramente é obra de uma só pessoa.
É um trabalho colectivo, feito de clientes, arquitectos, engenheiros, designers, artesãos, construtores e tantas outras pessoas que contribuem, cada uma à sua maneira, para que um espaço exista.
Por isso, em vez de colocar um nome próprio à porta, escolheu LE NUMÉRO. Porque, no fundo, somos todos apenas um número: uma pessoa entre muitas, uma contribuição dentro de um trabalho colectivo.
Usamos, sem medo, novas formas de procurar experiências de habitar, sempre adaptadas a quem as habita.
O processo começa com uma reunião inicial de diagnóstico, gratuita e sem compromisso, onde analisamos o espaço, o programa pretendido e as expectativas. A partir daí, desenvolvemos uma proposta faseada: conceito, projecto de execução e acompanhamento de obra. Cada fase é validada em conjunto antes de avançar para a seguinte.
Trabalhamos principalmente em reabilitação e renovação de habitação, interiores residenciais e espaços comerciais de pequena e média escala. Projectos que valorizam a qualidade espacial e o detalhe construtivo, independentemente da dimensão.
Depende sempre da escala e da complexidade. Não há dois projectos iguais.
A título de referência, um projecto completo de renovação de apartamento, incluindo projecto de execução com medições, demora tipicamente entre 4 a 8 semanas de projecto e 3 a 6 meses de obra. Projectos que envolvam licenciamento camarário ou maior complexidade técnica têm naturalmente prazos mais longos.
Em todos os casos, uma das primeiras coisas que fazemos é apresentar um cronograma detalhado, para que saiba exactamente o que esperar e quando.
Cá está o tema tabu: falar de honorários é, muitas vezes, quase mal visto. Na LE NUMÉRO Architects, preferimos falar deles com transparência. Porque um projecto de arquitectura não é apenas um desenho: envolve tempo, conhecimento, responsabilidade, criatividade, coordenação e acompanhamento ao longo de todo o processo.
Os honorários são livres e são definidos em função de cada projecto. Não existe um preço único para fazer arquitectura, nem uma tabela que sirva para todos os casos. O valor é calculado tendo em conta o tipo de projecto, a dimensão, as fases de serviço necessárias, a complexidade, o grau de envolvimento e o trabalho necessário para o concretizar.
Consoante o projecto, os honorários podem ser calculados de diferentes formas: por percentagem sobre o custo estimado da obra, por área, por um valor fixo (fee) ou através de uma combinação destes modelos, podendo também ser definidos individualmente para cada fase do serviço.
O mais importante é que tudo seja claro desde o início. Antes de qualquer compromisso, apresentamos uma proposta detalhada, onde são identificados os serviços incluídos, as diferentes fases, os entregáveis, os prazos e os respectivos honorários.
Porque falar de dinheiro não devia ser desconfortável. A arquitectura é um serviço profissional e, como qualquer serviço, tem um valor. O nosso trabalho é encontrar a solução certa para cada projecto, e explicar de forma simples e transparente quanto custa chegar até lá.
Sim. O atelier está baseado em Lisboa, mas já contamos com projectos de norte a sul do país, ilhas, e também internacionalmente.
O arquitecto desenha e o engenheiro faz os cálculos para aquilo não cair.
Bom, este é o eterno debate. Pode resumir-se assim, mas é redutor e pode induzir em erro. Porque quem determina se é possível construir são os PDMs e os decretos-lei que regulam a habitação, e o conhecimento dessas normas é responsabilidade do arquitecto, não do engenheiro. Uma coisa é saber se é possível construir. Outra, bem diferente, é garantir que tem estabilidade estrutural.
O arquitecto é o único profissional habilitado a justificar formalmente o incumprimento de determinadas normas legais em nome da estética ou da funcionalidade, quando tal se justifica. Os artigos 20.º e 24.º do RJUE regulam precisamente isto: a conformidade com planos municipais e a apreciação da inserção urbana e paisagística. A arquitectura não é apreciada apenas pela matemática das medidas. O arquitecto garante ainda o cumprimento das normas de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
O engenheiro tem um campo de competência diferente, mas igualmente essencial: estabilidade estrutural, pendentes, segurança contra incêndio, isolamento acústico e térmico, entre outras especialidades.
Pode um arquitecto construir sem engenheiro? Não. Pode um engenheiro construir sem arquitecto? Também não. São profissões complementares. Como numa orquestra, onde ninguém garante que o outro pode tocar. Todos em conjunto permitem que a sinfonia aconteça.
Se a arquitectura é arte, e acreditamos que é, o paralelo com a Sinfonia N.º 3 de Beethoven diz tudo: ele precisava do violinista, do flautista, do maestro. Sem eles, seria apenas um compositor sem orquestra. A autoria recai sobre quem concebeu a obra. Isso não diminui, em momento algum, todos os que a tornaram possível.
Não. Na LE NUMÉRO somos arquitectos. A escolha de contratar uma equipa de engenharia fica sempre ao critério do cliente, ainda que fortemente recomendada. Os engenheiros são profissionais habilitados a garantir os parâmetros legais e técnicos do projecto, seja de estabilidade, hidráulica, AVAC, ou outras especialidades.
Há, contudo, uma excepção importante: quando se submete um projecto de licenciamento a uma câmara municipal, é obrigatório apresentar tanto o projecto de arquitectura como os projectos de especialidades. Nesse caso, a equipa de engenharia é indispensável.
Colaboramos regularmente com engenheiros de confiança e podemos recomendá-los e coordenar esse apoio técnico. Mas se o cliente tiver a sua própria equipa, é perfeitamente possível trabalhar com ela.
Não. A reunião inicial de diagnóstico é gratuita e sem compromisso. Serve para perceber o projecto, o espaço e alinhar expectativas de ambas as partes antes de qualquer proposta formal.
Os projectos estão a caminho.
Tem um projecto em mente?
Fale connosco.
Recebido.
Respondo em breve.
Se entretanto quiser acrescentar alguma coisa, atelier@lenumero.pt
Claro que este espaço existe. Não é uma fotografia criada por IA, nem um projecto pensado com IA.
Transformação de um T0 de apenas 30 m² em T0+1, no bairro das Fontainhas, em Cascais. O desafio foi devolver ao cliente uma zona social confortável para receber amigos, sem perder a possibilidade de ter uma zona privada com alguma privacidade.
Luz por todo o apartamento, e um corredor que ora organiza o espaço, ora promete arrumação oculta.
Depois de pagos os honorários, o imóvel foi vendido 20% acima do valor de mercado. Afinal ainda vale a pena contratar um arquitecto.
Calma…
Ainda não está pronto.
Alguém há de estar a querer publicar algo sobre nós.